SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Ataques aéreos de Israel mataram ao menos 100 pessoas na Faixa de Gaza ontem, incluindo 27 abrigados em uma escola, de acordo com autoridades médicas palestinas.
Os corpos de 14 crianças e cinco mulheres foram encontrados na escola do bairro de Tuffah. O porta-voz do Ministério da Saúde, controlado pelo Hamas, Zaher al-Wahidi, disse que o número de mortos pode aumentar.
Cerca de 70 palestinos ficaram gravemente feridos. Além disso, mais de 30 outros moradores de Gaza foram mortos em ataques a casas no bairro próximo de Shijaiyah, ainda segundo o porta-voz.
Exército de Israel alega ter atacado um ”centro de comando e controle do Hamas”. Os militares disseram ainda que tomaram medidas para diminuir os danos aos civis. O grupo extremista, Hamas, por sua vez, chamou o ataque à escola de ”massacre hediondo” de inocentes.
Israel tem intensificado sua ofensiva na região na tentativa de pressionar o Hamas. Ontem, o exército ordenou que mais moradores de partes do norte de Gaza se mudassem para abrigos no lado oeste da cidade, alertando que planejava “trabalhar com força extrema”.
No início do mês, Israel encerrou o cessar-fogo com o Hamas e retomou a guerra em Gaza. A guerra em Gaza começou quando militantes liderados pelos extremistas atacaram o sul de Israel em 7 de outubro de 2023, matando cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, e fazendo 251 reféns. Desde então, Israel matou mais de 50.000 palestinos, conforme o Ministério da Saúde do enclave.